terça-feira, 24 de junho de 2008

Tapetes de Quarto

Hoje tenho bastante trabalho e sem paciência para cozinhar. O jantar será provavelmente o resto do caldo verde e fruta. Com este calor não apetece comer, quanto mais cozinhar. Por isso e por falta de fotos de receitas, deixo-vos com uma amostra de uns tapetes que eu fiz aqui passado. Fi-los de oferta para o quarto dos meus pais cuja colcha de cama é sobre o verde escuro com apontamentos amarelos/dourados. Aqui na foto apresento um do conjunto dos dois (um para cada lado da cama), mas ainda sem a franja branca cozida à volta. Na verdade, acabei por cozer a franja já mesmo na casa dos meus pais e depois esqueci-me de tirar novas fotos. De qualquer das formas deixo-vos ainda mais duas de pormenores.

Quanto a vocês não sei, mas os meus pais adoraram. Ouvi dizer que o meu pai até tem pena de os pisar...!

domingo, 22 de junho de 2008

Caldo Verde

Acho que esta receita toda a gente a conhece. Com este ou aquele pequeno pormenor, o toque que faz com que todas as receitas sejam especiais, 'à nossa moda', a verdade é que num caldo verde não há muito para alterar. De qualquer das formas, fica aqui a receita.A uma panela com água fervente e um pouco de sal grosso, acrescentamos batatas partidas aos bocados, uma cenoura, duas cebolas, uns 6 ou sete dentes de alho, duas folhas de louro e claro, um pouco de chouriço de carne, do vermelho, caseiro de preferência. Depois de tudo bem cozido, retiramos as folhas de louro e o chouriço para podermos passar o restante muito bem com a varinha mágica. Voltámos a adicionar o chouriço, acrescentamos um fio de azeite e as couves cortadas muito finamente, talos e tudo. Deixar cozer as couves (de preferência 'galegas') e está pronto!

Nada de mais simples, aliás como com quase todas as sopas. Esta é muito nutritiva, por sinal, com bastante cálcio. O que não se comer nesse dia guarda-se no frigorífico por um ou dois dias, sendo depois só aquecer e está pronta!Acompanhado com broa é uma delícia! Mas também, quem é que não gosta de caldo verde?

sábado, 21 de junho de 2008

Semi-Frio de Morango

Agora que chegou o Verão, apesar de pelas temperaturas já ter chegado há uns bons tempos atrás, deixo-vos um bolo ou sobremesa deliciosa. Quando o faço, ninguém descansa enquanto não se acaba. É um instante. E o prato regressa rapidamente vazio à cozinha... E nem uma migalhinha sobra para contar a história! É por isso que nunca consigo fotografar uma fatia.
Ei-lo aqui antes de ser servido: Iremos precisar de:
  • 200 gr bolacha Maria
  • 150 gr de manteiga tipo vaqueiro
  • 6 folhas de gelatina incolor
  • 400 ml de natas
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 pacote de gelatina de morango

Derrete-se a manteiga e adiciona-se às bolachas trituradas. Mistura-se até formar uma massa homogénea e forra-se uma forma de fundo móvel com esta massa. Leva-se ao congelador. Entretanto demolham-se as folhas de gelatina em água fria, escorre-se depois o excesso de água e levam-se a lume brando com 0,5 de água mexendo sem parar até dissolver. Deixa-se arrefecer um pouco. Batem-se as natas até ficarem firmes e adiciona-se o leite condensado continuando a bater. Incorpora-se a gelatina. Retira-se a base do congelador e verte-se a mistura lá para dentro. Alisa-se um pouco a superfície e vai ao frigorífico para solidificar.

Prepara-se ainda a gelatina de morango segundo as instruções do próprio pacote e deixa-se arrefecer quase até solidificar. Quando esta estiver bem fria e a base bem solidificada, com bastante cuidado, com uma colher, vai-se deitando a gelatina por cima da base. Normalmente não é necessário deitar toda a gelatina. Pretende-se uma camada fina como a da figura. Vai ao frigorífico para solidificar.

E está pronto!!! Pode-se substituir a gelatina de morango pelo sabor que mais se preferir. Pode-se ainda, aproveitar e pôr umas quantas metades de morangos para compor antes de adicionar a gelatina. Fica bastante bem.

Finalmente é só comer, lamber os dedos e chorar por mais!!!!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

domingo, 15 de junho de 2008

Tarte de Kéfir

Este fim-de-semana apresento-vos uma proposta que considero interessante. É uma simples tarte de kéfir de leite, mas para quem não conhece o kéfir não se deixe esmorecer, pois basta substituir por leite simples. Costumo fazer estas tartes praticamente todas as semanas, principalmente agora pelo Verão. Dão para ser feitas com antecedência e com praticamente tudo, principalmente com imensos legumes, e mesmo quem não gosta deles costuma apreciar estas tartes. Ora vejam lá este aspecto!!!

Tarte de bacalhau, alho francês, cebola e courgete, com cobertura de queijo e oregãos:Tarte de frango, espinafres, beringela, cebola e alho, com cobertura simples da mesma massa polvilhada com oregãos:Tarte de atum, couve branca, cenoura e cebola, com cobertura simples da mesma massa:Quanto a medidas costumo fazer a 'olhómetro', mas é mais ou menos o seguinte:

-Para a massa:

  • 250 ml de kéfir de leite (ou leite simples)
  • 5 a 6 colheres de sopa de azeite (ou manteiga)
  • uma pitada de sal grosso
  • farinha q.b. (quanto baste)

Numa tigela misturam-se os três primeiros ingredientes e com a ajuda de um garfo começa-se a misturar farinha. Quando a massa começar a ficar já mais consistente trabalha-se com a mão e continua a adicionar-se farinha até obter uma massa que seja possível estender com um rolo. Forra-se o fundo de uma tarteira de preferência de fundo móvel com esta massa e reserva-se um pouco para fazer uma tampa. Não é necessário untar a forma nem nada pois esta massa não pega e inclusivé não costuma queimar (a não ser que a gente se esqueça que a tarte está no forno, claro!!!).

-Para o recheio:

Praticamente o que se tiver à mão. Pode ser feita apenas com legumes. Num tacho põe-se o que se quiser já cortado ou esfiado (convém cozer as carnes ou os peixes previamente), rega-se com um fio de azeite e tempera-se com sal. Vai a lume brando uns minutos apenas para amolecer um pouco os legumes (normalmente nem é necessário acrescentar água).

Depois 'monta-se' a tarte. Forra-se a forma com a massa, deita-se o recheio lá para dentro, cobre-se com a restante massa, pincela-se com ovo batido ou cobre-se com queijo ralado, e pode-se polvilhar ou não com oregãos. Vai a forno previamente aquecido até a massa estar cozida, ou seja, mais ou menos de 15 a 20 minutos.

Pode-se comer assim fresca, ou no dia seguinte aquecida no micro-ondas ou até fria do frigorífico para quem preferir. Come-se simples ou acompanhada de uma salada.

Espero que gostem!!!

terça-feira, 10 de junho de 2008

Espetadas de Lulas e Camarão

Finalmente, acho que o bom tempo veio para ficar. Por estas paragens alentejanas o calor começa já a 'apertar'. Infelizmente, creio que este ano será um dos mais quentes, para 'mal dos meus pecados'!!! Os quilitos a mais certamente não ajudarão! Logo tenho tido um pouco mais de cuidado na alimentação. Mas um dia não são dias, e normalmente tendo a ficar a meio compromisso: tentar evitar as gorduras e os açúcares (tarefa nem sempre conseguida, obviamente!), e ir aos poucos entrando no mundo dos grelhados.
Esta foi uma tentativa disso mesmo, embora o puré (somos muito batateiros cá por casa, não fossem as batatas serem caseiras) possa eventualmente ser substituído por uma salada a gosto. Prometo nos próximos tempos tentar dar mais ideias para saladas.
Eis a minha recomendação para hoje: espetadas de lulas acompanhadas de camarão grelhado e de puré de batata.
Na realidade é uma comida bem simples de se fazer. Prepara-se tudo de antemão e depois é só 'montar' as espetadas. Para duas pessoas precisamos de:
  • 350 gr. de lulas pequenas descongeladas e já limpas
  • 1 courgette cortada em fatias em todo o seu comprimento
  • 1 cebola grande cortada a meio e depois em quartos
  • 1 pimento (verde ou vermelho) já limpo e cortado em quadrados grandes
  • um pouco de presunto fatiado (opcional)
  • 8 ou 10 camarões de bom tamanho

Às lulas cortam-se os tentáculos e introduzem-se estes juntamente com uma pequena fatia de presunto dentro das bolsas das lulas. Montam-se as espetadas segunda a ordem que se quiser: lula recheada, pimento, courgette (enrola-se a fatia), cebola, e novamente lula recheada, etc. Temperam-se as espetadas com um pouco de sal grosso e vai a grelhar em grelha já quente.

Quanto aos camarões não costumo introduzi-los nas espetadas por o seu tempo de cozedura ser diferente do das lulas. Faço-os então separadamente pois grelham assim mais depressa do que se estivessem nas espetadas. Depois de lavados, temperam-se com um pouco de sal grosso e põem-se também a grelhar.

Viram-se as espetadas e os camarões de forma a grelharem bem em todos os lados e quando prontos regam-se com um pouco de sumo de limão. E está pronto! Acompanhei com um pouco de puré, embora se possa fazer simplesmente uma salada.

Recomendo vivamente esta receita. Pela simplicidade, mas principalmente pelo sabor. Passou definitivamente a ser uma das minhas favoritas. Mas para a próxima acompanho com uma salada!!!

domingo, 8 de junho de 2008

Fluviário de Mora

Este fim-de-semana fui de visita ao Fluviário de Mora. Apesar de viver no Alentejo e de Mora não ser assim tão longe, a verdade é que não me agradou ir de visita quando o fluviário ainda era novidade. Quando algo é novidade toda a gente vai de visita e acabámos por nem ver bem as exposições uma vez que passamos a vida a desviarmo-nos de alguém, ou a pedir 'com licença' e torna-se um pouco aborrecido. Sempre que possível, gosto de deixar passar a fase da novidade e de ir depois com toda a calma. E por vezes vale mesmo a pena esperar mais um pouco. Senão, vejam as fotos que se conseguem quando os corredores estão praticamente por nossa conta.
E gostei! Realmente acho que vale a pena visitar o fluviário. Achei calmante sentar-me num dos vários bancos dispostos em frente dos vários aquários e de ficar apenas ali a observar as diferentes espécies de peixes. Nem se dá pelo tempo a passar quando nos sentimos assim tão calmos e em paz. É deveras relaxante.Tão relaxante era o ambiente que até as lontras aproveitaram para tirar uma soneca. Só reparei nas horas quando o pessoal do fluviário começou a alimentar os peixes. Lembrei-me que eu também já era capaz de comer qualquer coisita...
No final da visita não resistimos a trazer pelo menos uma recordação: um separador para livros para o meu marido e um porta-chaves para mim. Digam lá que não são giros...Quanto ao almoço, como sabíamos que havia um parque de merendas mesmo ao lado, fomos preparados.Embora o fluviário tenha um restaurante, decidimo-nos antes pelo pique-nique. Além de ser mais barato, a paisagem é deveras agradável, existem muitas sombras e fica mesmo perto da água da barragem.
Levei, além de uns folhados mistos dos quais já dei a receita, uns panadinhos de perú, que se não me tivesse apressado em tirar uma foto, nem sobrava nenhum para recordação. Fi-los bastante pequenos pois dão mais jeito depois a comer. E viu-se o jeito que deram... Cortam-se uns quantos bifes de perú aos bocadinhos e temperam-se com um pouco de sal e de alho picado. Depois passam-se apenas por pão-ralado (não passo por ovo) e vão a fritar. Enquanto quentes espremo um pouco de limão para lhes dar mais paladar.

Quanto aos folhados mistos estavam como sempre: de chorar por mais. Mas como me sobrou um pouco de massa folhada, fiz uns coquinhos para sobremesa.Também desapareceram num instante! Basta forrar umas formas de queques com a massa folhada e quanto ao recheio é bem simples:

  • 3 gemas
  • 1 ovo inteiro
  • 100 gr. côco ralado
  • 150 gr. de açúcar

Juntam-se todos os ingredientes e amassa-se rapidamente à mão. Enchem-se as forminhas já forradas com a massa folhada e vão ao forno por mais ou menos 15 minutos. Vejam lá o aspecto deles por dentro, bem húmidos como eu gosto.

Foi um dia passado em grande. E recomendo realmente a visita ao fluviário de Mora para quem ainda lá não foi.

domingo, 1 de junho de 2008

Mais Arraiolos

Lembram-se desta foto?
Já lá vai algum tempo, mas tenho-me esquecido de apresentar o resultado final. Depois de fazer estas duas almofadas achei que elas eram pequenas demais e não faziam o efeito pretendido. Decidi por isso fazer outras duas maiores, tipo almofadões. No final acabei por gostar do conjunto! Ora vejam lá!
E agora vejam o efeito no seu conjunto, combinando com os tapetes que já tinha feito anteriormente.

Digam lá que o meu quarto das visitas não ficou todo catita, henm?! Entretanto já fiz outras coisas em Arraiolos, mas isso fica para uma próxima postagem.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Costeletas de Borrego

Para hoje, uma sugestão bem simples e deliciosa..., para quem gosta, claro! É fácil de fazer e nem demora muito tempo. Praticamente é o tempo da carne grelhar.
As costeletas de borrego (umas 5 ou seis por pessoa, pelo menos), foram previamente temperadas apenas com umas pedras de sal e alho picado. Enquanto grelham, prepara-se a salada de alface, agrião e laranja cortada aos pedacinhos. É uma salada óptima para acompanhar todo o tipo de carnes. Não leva qualquer tempero, pois a laranja é por si só suficiente. Adoro sentir o doce da laranja com o picante do agrião. Experimentem! E depois, como a carne ainda não estava bem grelhada, não resisti à tentação e fritei um pouco de broa... Lá se foi a dieta! Mas é deliciosa! Para fritar a broa, basta cortá-la às fatias com a grossura de um dedo (mindinho!!!) e fritá-la da mesma forma que se fritam batatas. Apenas é necessário um pouco mais de atenção pois esta frita bem rápido!
E eis o resultado! Bem que me regalei!!!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Finalmente!!!

O problema com o computador foi finalmente resolvido. Entretanto foram problemas com canos cá em casa: lavagem da roupa toda à mão, não poder utilizar o lava-louça, etc. Alguns aniversários, umas quantas boas notícias cá por casa, outras nem por isso... Mas o tempo foi passando, e todos os dias dizia que era hoje que actualizava o blogue, mas o dia ìa passando, e acabava sempre por deixar para amanhã, para o fim-de-semana, para a próxima semana... Enfim! Mas hoje é feriado e decidi aproveitar o dia para finalmente voltar ao meu blogue. Tentarei, dentro do possível, pôr uma postagem nova todos os fins-de-semana, se possível aproveitar os feriados também. Na verdade já estava com saudades e tenho imensas novidades para partilhar. Espero que gostem!
No fim-de-semana passado os meus pais vieram cá de visita. E como eles já conhecem relativamente bem Évora e arredores, decidimos desta vez extender mais o nosso passeio. Acabámos por ir visitar a Serra d'Arrábida que eles ainda não conheciam. O almoço foi inclusivé no Portinho da Arrábida, local que eu tanto gosto. As paisagens são belíssimas, e para quem viveu sempre ao pé do mar como eu, vivendo agora no Alentejo, por vezes bate uma saudade de ver as ondas, ouvir as gaivotas, cheirar a maresia... Então aproveitámos o dois em um: ver o mar e passeio com os meus pais. Eles gostaram bastante, mas também, o que havia para não se gostar? Espreitem só as fotos que tirei! Até não consegui resistir a tirar também uma a uma gaivota que poisou bem perto da esplanada do restaurante onde comemos.

Que vos dizia? Vale ou não a pena ir lá de passeio?